O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) está orientando comunidades - bairros, assentamentos, aldeias, quilombos, escolas e outros tipos - sobre como se organizar e enfrentar eventos extremos. As diretrizes estão no Guia para Diálogos Autogestionados, que reúne protocolos de educação ambiental para prevenção e resposta a fenômenos meteorológicos de grande impacto.
Com linguagem acessível e recursos visuais, o guia orienta as comunidades sobre como agir antes, durante e depois da ocorrência desses eventos. A proposta é que cada território adapte os protocolos à sua realidade, considerando suas características sociais, ambientais e culturais.
"Não é uma receita pronta e acabada. O documento traz protocolos que devem ser adaptados pelas pessoas à sua realidade, em bairros, assentamentos, aldeias, quilombos, escolas e coletivos. É um guia preventivo e educativo para que as comunidades elaborem planos de proteção coletiva de acordo com seus desafios e capacidades", explica o diretor do Departamento de Educação Ambiental e Cidadania do MMA, Marcos Sorrentino.
A publicação está organizada em tópicos para facilitar o diálogo e a construção coletiva dos protocolos. Entre os temas abordados estão o diagnóstico do território, conceitos e princípios da educação ambiental, a importância da construção dos protocolos, os atores envolvidos e o passo a passo para sua elaboração.
COMUNIDADES - Ao desenvolver seus planos de proteção, as comunidades são orientadas a identificar os principais riscos do território, definir ações imediatas para situações de emergência, mapear rotas de fuga, pontos de encontro e locais de abrigo, identificar pessoas e grupos em situação de maior vulnerabilidade e relacionar os serviços públicos e instituições que devem ser acionados em caso de necessidade.
COP31 - Os protocolos foram apresentados inicialmente em agosto, durante a COP17 da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD), realizada na Mongólia, e em evento promovido na Universidade Zumbi dos Palmares, em São Paulo. Em novembro, o material será debatido na COP31 da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), na Turquia, entre os dias 9 e 20, e também no X Fórum Brasileiro de Educação Ambiental, em Brasília, de 23 a 28 de novembro, quando ocorrerá o lançamento oficial da publicação.
A publicação permanece aberta a contribuições de pessoas, instituições públicas e organizações da sociedade civil interessadas em aperfeiçoar os protocolos. As sugestões poderão ser encaminhadas por meio dos QR Codes disponíveis ao longo do documento.
