No 3º Trimestre de 2026, a produção média de óleo, LGN e gás natural da Petrobras alcançou a marca recorde de 3,512 milhões de barris de óleo equivalente por dia (MMboed), 11,7% acima do mesmo trimestre do ano passado e 5,3% acima do 2T26, em função, principalmente, do maior patamar de eficiência da produção em 8 anos, do ramp-up dos FPSOs P-78 e P-79, no campo de Búzios, do atingimento do topo de produção do FPSO Alexandre de Gusmão, no campo de Mero, além do menor volume de perdas por paradas para manutenções.
Neste trimestre, entraram em operação 12 novos poços produtores, sendo seis na Bacia de Campos e seis na Bacia de Santos.
Principais eventos no terceiro trimestre
- O aumento da eficiência operacional dos ativos, resultado da confiabilidade dos sistemas de produção e da disciplina operacional, alcançou a melhor marca desde o 4T18, consolidando o desempenho consistente registrado nos últimos trimestres.
- O FPSO Alexandre de Gusmão, o quinto instalado no campo de Mero, no pré-sal da Bacia de Santos, atingiu, em 25 de agosto, sua capacidade de produção originalmente prevista em projeto, de 180 mil barris por dia (mbpd). Posteriormente, após a implementação de aditivo para aumento de capacidade, e em concordância com os órgãos reguladores e as entidades ambientais, a plataforma alcançou, em 3 de setembro, um novo pico de produção de 190 mbpd. Mero, cujas plataformas registraram, conjuntamente, produção média de óleo de 760 mbpd no 3T26 é o terceiro maior campo produtor de petróleo do Brasil, atrás apenas de Búzios e Tupi.
- Ainda no campo de Mero, o FPSO Sepetiba, superou a capacidade de processamento de óleo originalmente projetada, de 180 mbpd, chegando a alcançar pico diário de 212 mbpd em setembro. A plataforma, afretada junto à SBM Offshore, está entre as unidades líderes de produção do Brasil.
- O FPSO Almirante Tamandaré, que também produz no campo de Búzios, atingiu recorde de produção média mensal de óleo com 263 mbpd em julho de 2026, mantendo-se como a plataforma com a maior produção no Brasil.
- Pela primeira vez, no 3T26, as plataformas de Búzios superaram a marca de 11 milhões de m³/d de exportação média de gás natural. O resultado consolida a trajetória de crescimento do campo e reforça a confiabilidade operacional de suas plataformas na entrega contínua de gás ao mercado brasileiro.
- As plataformas P-80 e P-82 deixaram, respectivamente, em 30 de setembro e em 18 de outubro, o estaleiro Tuas Boulevard Yard, em Singapura, rumo ao campo de Búzios, o maior campo do Brasil em reservas e produção, no pré-sal da Bacia de Santos. As duas unidades integram o conjunto de seis plataformas gigantes da Petrobras, cada uma com capacidade nominal para produzir 225 mbpd e comprimir 12 milhões de metros cúbicos de gás natural diariamente, figurando entre as maiores da indústria mundial. A entrada em operação de ambas está prevista para 2027, sendo a nona e a décima unidades instaladas nesse campo.
Neste trimestre, diversos recordes foram atingidos, dentre os quais se destacam:
- Produção total operada no 3T26: 5,08 MMboed (recorde anterior de 4,87 MMboed no 2T26).
- Produção total própria no 3T26: 3,51 MMboed (recorde anterior de 3,34 MMboed no 2T26).
- Produção total operada no pré-sal no 3T26: 4,46 MMboed (recorde anterior de 4,24 MMboed no 2T26).
- Produção total própria no pré-sal no 3T26: 2,96 MMboed (recorde anterior de 2,78 MMboed no 2T26).
- O Índice de Utilização do Gás Associado (IUGA) foi recorde no 3T26 alcançando o valor de 98,3% (recorde anterior de 98,1% no 4T25), contribuindo de forma significativa para a redução das emissões e maior eficiência em carbono.
Destaques do segmento de Refino, Transporte e Comercialização
No 3T26, as vendas de derivados no mercado interno alcançaram 1.854 mbpd, o maior volume desde o 3T21 e o melhor resultado considerando o parque de refino atual. Na comparação com o trimestre anterior, o crescimento foi de 6,4%, impulsionado principalmente pela alta de 14,4% nas vendas de diesel e de 9,9% nas de QAV.
O desempenho positivo também se refletiu no mercado externo, onde foram registradas exportações recordes de 1.251 mbpd de petróleo e derivados.
Esses resultados foram alcançados com planejamento integrado, elevada utilização do parque de refino, eficiência operacional e otimização logística, que ampliou a capacidade e a flexibilidade das operações.
A produção total de derivados foi de 1.869 mbpd no 9M26, representando aumento de 7,2% versus 9M25. No 3T26 a produção foi de 1.873 mbpd, mantendo elevado o Fator de Utilização Total (FUT) das refinarias, de 99%. Destaca-se que o resultado do FUT no 3T26 foi 5 p.p. acima do obtido no 3T25, com participação de médios (diesel e QAV) e de gasolina no volume total produzido em 68%, reforçando o foco da Petrobras na maximização da produção de combustíveis de maior valor agregado.
A carga processada totalizou 1.800 mbpd no 9M26, aumento de 7% em relação ao 9M25, com elevada participação do óleo nacional (93%) e dos óleos do pré-sal (72%) na carga, contribuindo para menores importações de petróleo no período.
Esse resultado foi alcançado mesmo com a realização, no 3T26, de paradas programadas para manutenção na RPBC, essenciais para garantir a integridade dos equipamentos e a segurança das pessoas, além de contribuir para o aumento da eficiência operacional e da rentabilidade do processo produtivo.
No 3T26, a Petrobras avançou em sua estratégia de descarbonização com a assinatura de novos contratos para execução do projeto de BioQAV e Diesel Renovável na RPBC, que prevê a instalação da primeira planta dedicada da companhia para produção de combustíveis renováveis, com capacidade de até 15 mbpd.
Adicionalmente, a REDUC consolidou sua posição como a primeira refinaria da Petrobras habilitada pela certificação ISCC Corsia a produzir SAF por coprocessamento para o mercado internacional. Em julho, a unidade entregou seu primeiro lote de SAF, com 3,8 milhões de litros, produzido a partir de óleo de soja ILUC (sigla em inglês para Mudança Indireta no Uso da Terra), o qual assegura que a matéria-prima não está associada a desmatamento recente e nem o incentiva indiretamente. A REDUC obteve ainda autorização da ANP para produzir Diesel R com 8,5% de conteúdo renovável. Esses avanços reforçam a ampliação do portfólio de produtos de menor intensidade de carbono e o posicionamento da companhia para atender à crescente demanda por combustíveis sustentáveis, contribuindo para o atendimento às demandas regulatórias do setor de transportes.
A seguir, os eventos de destaque do trimestre:
- Foi iniciado o fornecimento de bunker por via marítima no Complexo Industrial Portuário de Suape, em Pernambuco, ampliando nossa atuação nos mercados do Norte e Nordeste. A iniciativa expande a oferta de soluções da Petrobras em um dos mais importantes corredores logísticos do país.
- A primeira operação comercial de fornecimento de bunker HSFO ( High Sulfur Fuel Oil ) foi realizada no Porto do Rio de Janeiro, ampliando o portfólio de bunker da companhia em um mercado estratégico para a navegação internacional com mais alternativas de atendimento a embarcações de grande porte.
- O Starnav Elektra, primeiro navio do Programa Mar Aberto, foi entregue e a Petrobras avançou na renovação e ampliação da frota de apoio marítimo. Construído em Santa Catarina, o PSV ( Platform Supply Vessel ) reúne tecnologias voltadas à eficiência energética, além de estar preparado para operar parcialmente com combustível renovável no futuro. A renovação da frota reforça eficiência, segurança e apoio à indústria naval nacional.
Alguns recordes foram atingidos, dentre os quais se destacam:
- Recordes nos embarques de petróleo para exportação: em jul/26, foram atingidos 37,2 milhões de barris e, em ago/26, essa marca foi superada, com 37,8 milhões de barris. Esse desempenho foi viabilizado pela otimização de recursos, rotas, redução de esperas e tempos de atracação. Cabe ressaltar que parte dessas cargas “ficaram em andamento” ao final do trimestre e, portanto, não foram refletidas no total das exportações do período.
- Novo recorde de movimentação por CTV: em ago/26, foi alcançada a marca de 6,6 milhões de barris de petróleo transferidos por CTV ( Cargo Transfer Vessel ), superando o recorde mensal anterior, de 6,2 milhões de barris, registrado em jun/26. A tecnologia contribui para ampliar a flexibilidade e a eficiência logística das operações offshore, apoiando o escoamento da crescente produção e das exportações de petróleo.
- Recorde histórico no Terminal de Suape: em set/26, foi registrado o maior número de navios operados no terminal – 101 navios. Com diversos pontos de operação entre píeres e cais, o terminal pode receber até 11 embarcações simultaneamente. O resultado reflete o planejamento e a execução integrados, a alta disponibilidade dos equipamentos e a eficiência operacional, ampliando a geração de valor do ativo.
- Recorde de produção de Diesel: no 3T26 foi registrado recorde trimestral de produção de diesel, de 769 mbpd e recorde mensal em julho, de 792 mbpd.
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